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Você sabe o que é feminismo interseccional?

O feminismo é um movimento social que surgiu após a Revolução Francesa. Esse movimento busca pela igualdade entre homens e mulheres, no sentido de que ambos devem possuir os mesmos direitos e as mesmas oportunidades.



Assim, é importante pontuar que o feminismo não é o oposto de machismo, é o movimento social que luta diariamente para que as mulheres tenham direitos iguais aos dos homens.


Neste texto iremos abordar o feminismo interseccional, que é uma das várias ondas do pensamento do feminismo e pode explicar muito bem a realidade brasileira desse problema


Leia abaixo e compreenda melhor o seu conceito. Vem com a gente!


Feminismo Interseccional


O feminismo interseccional é caracterizado por realizar a soma ou intersecção de vários tipos de preconceito que uma mulher sofre o que permite percebermos que a opressão que uma mulher branca de classe média sofre não é o mesmo de uma pessoa preta e pobre que vive na periferia tem que lidar.


Cada uma pessoa sofre de maneira específica devido a sua condição social.


Essa é uma perspectiva muito importante de se tomar consciência por vivermos assim.


É visível que todas as mulheres sofrem com o machismo, que vem se perpetuando na sociedade há muitos anos, entretanto soma-se a isso o racismo, opressão de classe, gordofobia entre outras várias formas de discriminação.


Escolhemos, neste texto, nos aprofundarmos no feminismo interseccional talvez seja, aqui no Brasil, o conceito mais importante. Temos que nomear nossos problemas para conseguirmos encará-los de frente e buscar soluções. Em conjunto, mas sabendo da especificidade de raça, classe.


Nas palavras de Djamila Ribeiro, grande pensadora da luta antirracista e do Feminismo Negro em participação recente no programa Roda Viva, é fundamental nomear essas opressões para “combater uma divisão que já está posta”.


Desse modo, sabemos que mulheres negras sofrem fortes pressões e isso vai muito além de seu gênero, isso mostra que infelizmente ainda existem privilégios brancos.


Conheça as Ondas do feminismo


Pode-se afirmar que o feminismo está organizado em 4 ondas, são momentos ao longo dessa trajetória em que ocorreram reivindicações e conquistas. Através de manifestações e debates pautados de acordo com a necessidade de cada época.


Primeira onda


Teve como principais reivindicações o direito ao voto, participação política e a vida pública. Na época, a visão era de que a mulher deveria ficar resguardada em seu lar.


Principais Pensadoras


Mary Wollstonecraft se destacou, pela obra Uma reivindicação dos direitos da mulher (1792) no qual denunciava a exclusão das mulheres ao acesso dos direitos básicos.


Olympe de Gouges também foi destaque por meio da publicação Declaração dos direitos da mulher e da cidadã (1791), criticando a Declaração dos direitos do homem e dos cidadãos (1789) que não deixava claro se os direitos também serviriam para as mulheres.


Segunda onda


Posteriormente, a segunda onda trouxe questões sobre o corpo, sexualidade, feminismo negro, violência doméstica e a dupla jornada de trabalho das mulheres (trabalho e filhos). Inicia-se aqui a discussão entre sexo e gênero, que ocorre até os dias de hoje.


Principais Pensadoras


Simone de Beauvoir, escritora e filosofa, destacou-se com sua obra O Segundo Sexo (1949), discutindo o papel e a visão do “ser mulher”, as obrigações conferidas ao sexo feminino e a falta de autonomia.


Angela Davis, autora de Mulher, Raça e Classe, é uma das grandes vozes do feminismo negro no mundo e luta também pela igualdade de gênero.


Terceira onda


Nesse momento, no início dos anos 80, começou-se a se discutir alguns dos pontos estabelecidos nas ondas anteriores. Um dos aspectos revisitados foi a feminilidade. Seria realmente necessário que a mulher fosse feminina? Outras questões entraram em pauta formam o “Gênero Fluido”, o “Gênero não binário” e a Teoria da Interseccionalidade, sobre a qual falamos na primeira parte deste post.


Principal Pensadora


A filósofa Judith Butler, através da obra Feminismo e subversão da identidade (1990), mostrou que era necessário desconstruir toda forma de identidade de gênero, que seja, responsável por aprisionar ou oprimir indivíduos.


Quarta onda


Atualmente o feminismo se encontra nessa onda, caracterizada pelo acesso às redes sociais, que influencia nossa percepção a respeito do mundo e até a nós mesmos.


Relacionamentos, consumo e trabalho. Isso possibilitou a massificação do debate e conscientização e divulgação dos ideais feministas.


Conclusão


Acreditamos que o combate a muitos dos tipos de opressão, como alguns dos que foram trazidos aqui, podem ser solucionadas através da educação, portanto um dever de nossas instituições de ensino assumir a responsabilidade de construir uma pedagogia emancipatória.


Para que os jovens não perpetuem os comportamentos preconceituosos do passado que são passados de geração em geração nos seus ambientes familiares.

Só assim teremos condições de ter pessoas que pensem os desafios atuais da sociedade com a “própria cabeça” para buscarmos implementar práticas igualitárias para o futuro.


“Perturbar certezas, ensinar a crítica e a autocrítica (um dos legados mais significativos do feminismo), para desalojar hierarquias”

(O livro “Mulheres, raça e classe”, de Angela Davis, p. 128).




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