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Home office pode ser caminho, não obstáculo, para criatividade nas empresas

Trabalho remoto é chance de organizações juntarem cabeças espalhadas pelo planeta na busca por inovação


O regime de home office implantado pelas empresas na fase mais aguda da pandemia da Covid-19 no Brasil, quando o número de mortes diárias superava milhares de pessoas, trouxe alguns aprendizados ao mundo do trabalho. Mas também desafios: como fazer com que a empresa estimule a criatividade e busque inovação com todos os funcionários trabalhando remotamente?


“A criatividade tem basicamente a ver com o quanto a pessoa acumula na vida de repertório diversificado e na capacidade de fazer conexões entre os pontos. Então, a princípio, o trabalho remoto e o presencial não têm absolutamente nada a ver com aplicação da criatividade”

explica o consultor Reinaldo Campos, que é especialista em design thinking e inovação.


Para ele, a empresa pode potencializar a criatividade dos colaboradores gerando conexões entre eles, que não necessariamente serão presenciais.


“Não existe um gênio criativo que fica sozinho trancado no quarto tendo ideias e gerando inovação a toque de caixa. As empresas, se quiserem inovar e gerar resultados criativos, precisam gerar essa conectividade. Se as pessoas estão trabalhando remotamente, é importante pensar numa maneira de conectá-las para que elas consigam trazer seus repertórios e fazer novas conexões com outras pessoas”

comenta Reinaldo, que é palestrante da Spotlight.


O consultor lembra a máxima de que a humanidade aprende com o amor ou com a dor. Com a pandemia, as empresas tiveram que se adaptar à crise sanitária, transformando sua gestão de pessoas para que pudessem manter suas atividades. O home office foi uma das principais soluções, que antecipou transformações profundas no mundo corporativo.


“A pandemia foi bastante dolorosa para a humanidade, mas ajudou a gente a aprender muita coisa. Termos sido obrigados a trabalhar em casa por uma questão muito maior, de saúde, fez com as pessoas encontrassem maneiras de contornar esses obstáculos, de superar, de inventar”

destaca.


A melhoria dos números da pandemia fez com que muitas empresas adotassem novamente o trabalho 100% presencial. No entanto, a crise sanitária mostrou para as organizações que é possível desenvolver bons projetos contando com equipes trabalhando remotamente e se conectando através das ferramentas online disponíveis (Teams, Slack, Skype, Discord, Google Meet e Zoom, entre outros).



O trabalho remoto é um aliado, e não um obstáculo, à busca por criatividade e inovação


No modelo antigo, de trabalho presencial, uma empresa com sede em São Paulo conseguiria arregimentar apenas funcionários que moram na capital paulista ou, no máximo, na região metropolitana e cidades próximas. Com o modelo de trabalho remoto, a busca por talentos se tornou infinita.


“Equipes com diversidade, que possuem repertórios diferentes, com pessoas que têm histórias de vidas diferentes são as mais potencialmente criativas e inovadoras. Nesse quesito, o trabalho remoto pode ser até uma alavanca, porque tenho condição de juntar pessoas que estão no Nordeste, no Sul, no Centro-Oeste e até fora do Brasil. Na Finlândia, por exemplo. Isso é incrível, porque presencialmente seria mais custoso”

comenta Reinaldo.


A tecnologia dos próximos anos deve ajudar ainda mais a fomentar a criatividade dos colaboradores, mesmo que estejam atuando fora do escritório, distantes entre si e até em países diferentes. O metaverso, com sua capacidade de replicar a realidade através de dispositivos digitais, pode ser uma eficiente plataforma de interação e estímulo a novas ideias.


“Acho que o metaverso não é uma tecnologia que vai estar acessível em um curto espaço de tempo. Mas já estamos mirando para esse lugar de realidade virtual, realidade aumentada, para ter cada vez mais a nossa capacidade sensorial e cognitiva amplificada pela tecnologia para poder colocar a criatividade a serviço da Inovação. E sem precisar se deslocar para isso”

acredita Reinaldo.



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