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O Cooperativismo e os seus benefícios para o mundo corporativo

Você conhece o modelo organizacional, onde os próprios funcionários também são donos do próprio negócio? Este é o cooperativismo.


Esse é um conceito bastante interessante e que ganhou força nos últimos anos. Embora os modelos de gestão tradicionais ainda predominem nas organizações ao redor do mundo, as empresas passaram a perceber que há vantagens nesta filosofia de trabalho.


Dessa forma, está cada vez mais comum encontrar empresas com esse pensamento.


Para entender melhor sobre cooperativismo dentro das empresas é preciso analisar desde o começo. Ou seja, entender quando surgiu e como agora, as empresas reconheceram suas vantagens e benefícios.


Vem com a gente e entenda.


Cooperativismo: veja como tudo começou


Tudo começou há muitos anos, mais precisamente em 1844 na cidade de Rochdale, localizada no interior da Inglaterra. Foi nesta época que 27 homens e uma mulher decidiram montar um armazém aqueles cidadãos britânicos passavam por uma situação de extrema dificuldade.


Visto que, eles não conseguiam comprar alimentos básicos para sobreviver. A ideia foi comprar em conjunto uma grande quantidade de alimentos, para que tivessem acesso a preços melhores.


Daquele estoque de produtos comprados por atacado eles alimentariam as 27 pessoas e suas famílias. A ideia prosperou e rapidamente ganhou adeptos. E 4 anos os 27 cooperados da “Sociedade dos Probos de Rochdale” se tornaram 140. 12 anos após sua fundação este número foi para 3.450.


Por aqui, no Brasil, há registro de que a primeira cooperativa a ser fundada foi uma cooperativa de consumo em Ouro Preto (MG) em 1889. Desde então a cultura cooperativista vem ganhando força e não deixa de crescer em momentos de crise. Segundo o último Anuário do Cooperativismo Brasileiro há no país 4.868 cooperativas (Número referente às cooperativas com registro ativo na OCB até a data de 31/12/2020). São mais de 17.212.076 cooperados!


As cooperativas são importantes atores na movimentação de economias pois gera trabalho, emprego e renda para a população.


“O cooperativismo não deixa ninguém para trás.”

Diz o autor e grande estudioso do cooperativismo José Luiz Tejon. Segundo ele constata, para haver progresso em uma cooperativa, para que ela gere as sobras que serão distribuídas entre seus participantes, é preciso que todos eles progridam em conjunto.


Para tanto há um forte incentivo a educação em tais organizações.


Entenda melhor como funciona o cooperativismo


O cooperativismo funciona da seguinte forma, em primeiro lugar, ele é formado por uma associação de pessoas. Esse grupo possui interesse semelhante na prática de uma determinada atividade econômica, contudo a sua prioridade não é o lucro.


Claro, os resultados financeiros são importantes para que a organização seja viável, mas há nas cooperativas uma preocupação social que fica clara pela colocação feita acima pelo José Luiz Tejon.


Uma outra diferença que chama bastante a atenção é que não há uma diferença tão grande nas quantias de recursos distribuídas entre os cooperados. As sobras (lucro) seguem um critério de distribuição definidas por vias democráticas entre todas as pessoas que fazem parte daquela instituição.


Os princípios do cooperativismo


Segundo o O Sistema de Crédito Cooperativo (SICREDI)


1. Adesão livre e voluntária

2. Gestão democrática

3. Participação econômica

4. Autonomia e independência

5. Educação, formação e informação

6. Intercooperação

7. Interesse pela comunidade



Por que as grandes empresas estão olhando com tanta atenção para o modelo cooperativista?


Conforme já mencionamos aqui neste blog, no nosso texto Capitalismo Regenerativo (clique aqui para ler) nós vivemos em um mundo interligado e interconectado (a rápida e infeliz propagação do COVID19 não nos deixa mentir) que nos exige pensar de forma cada vez mais sistêmica.


Tendo em mente o impacto que cada ação que tomamos terá sobre as pessoas, sobre o meio ambiente, sobre nossos fornecedores e etc. Tais preocupações são naturais ao cooperativismo há muito tempo.


Muitas empresas já falam abertamente em aderir ao Capitalismo de Stakeholders. Foi assim em Fórum Econômico Mundial de Davos e, 2021. E isso implica em adotar alguns dos valores do cooperativismo.


Cooperativismo e a sociedade


José Luiz Trejon, vai além:


“Cooperativismo é o modelo de negócio que vai nos levar nos próximos 30 anos à solução da miséria e da fome”.

O cooperativismo não só tem foca no lucro, que é conhecido como sobras que serão repartidas entre seus participantes, como já comentamos no início deste texto, mas ela também garante um impacto positivo em toda a sociedade do seu entorno, porque, pela educação, ela gera desenvolvimento.




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