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Humanize seu negócio e gere resultados superiores ao mercado

Updated: Mar 3, 2022

Por Thomas Eckschmidt e colaboração de Eduardo Mesquita


Saiba que o é o Capitalismo Consciente, uma linha de pensamento calcada em quatro pilares e um número ilimitado de boas práticas. Seu princípio fundamental está na ideia de que os negócios não se limitam apenas à geração de lucro.


É uma filosofia de negócio constituída sobre o conceito amplamente difundido de que os indivíduos aspiram por mais. Isto é, buscam por um propósito, pelo seu desenvolvimento e por sua realização pessoal e profissional.


A noção do lucro é levada em consideração pelo capitalismo consciente. Afinal, nenhuma empresa tem condições de existir sem ganhar dinheiro.


Mas, de outra forma, pois o capitalismo consciente mostra novos caminhos para a geração de resultados financeiros, enfatizando valores como confiança, empatia e trabalho em equipe.


A filosofia prega que as companhias são boas, porque elas potencializam o esforço individual das pessoas, proporcionando a elas a possibilidade de buscar prosperidade.


Os quatro pilares básicos do capitalismo consciente oferecem uma linha mestra para a sua implementação, visando desenvolver e conduzir os negócios. Os pilares são os seguintes:

  • Propósito evolutivo;

  • Integração de stakeholders;

  • Liderança servidora;

  • Cultura responsável.


A seguir vamos explicar com mais detalhes cada um deles:


Propósito Evolutivo


Simon Sinek, em seu livro “Por que? Como motivar as pessoas e equipes a agir", aborda que é necessário que todas as organizações tenham um propósito evolutivo para seguir, que esteja muito além do lucro. O propósito de uma empresa é o impacto que ela quer gerar no mundo.


Agindo de forma alinhada ao seu propósito evolutivo, a companhia se torna uma fonte de inspiração. Assim como de envolvimento e energia para os seus stakeholders.

O retorno financeiro não deve ser o principal objetivo, mas continua sendo muito importante para o funcionamento do negócio. Pois, sem ele não há como se alcançar o propósito.

No entanto, a empresa não existe apenas para gerar lucro, mas também busca criar diversos tipos de valor para seus públicos de interesse (stakeholders).


Quando o foco é apenas gerar lucro, estamos olhando somente para um desses stakeholders: o acionista.


Integração de Stakeholders


É importante ter consciência da interdependência que existe entre o negócio e as pessoas dentro das organizações. Visto que uma empresa precisa propositalmente gerar valor com e para os seus os seus stakeholders.


Nesse sentido, dentre seus stakeholders estão incluídos consumidores, colaboradores, acionistas, em alguns casos as famílias, meio ambiente e assim por diante. O público com o qual cada companhia interage, naturalmente, varia de uma para outra.


Já é hora de mudar o raciocínio do perde-ganha, é preciso focar em buscar sinergias para que todo o ecossistema da organização ganhe ao mesmo tempo. Desse modo, é possível estabelecer uma nova dinâmica de ganha-ganha-ganha.


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Liderança Servidora


Líderes servidores são aqueles que vão além do interesse próprio, visto que são movidos pelo propósito da organização e por servir às pessoas. Eles trabalham como mentores para engajar e auxiliar o desenvolvimento de pessoas.

Se uma organização motiva e atrai seus executivos apenas pelo dinheiro, provavelmente terá um líder com pouca capacidade de inspirar os funcionários que fazem parte da sua equipe, uma vez que está condicionado à lógica da motivação em troca de uma recompensa financeira. Dificilmente esses colaboradores estarão compelidos a desempenhar em alta performance e criatividade.


Cultura Responsável


A dinâmica da maior parte das organizações funciona pelo medo e elevado nível de estresse. Contudo, as empresas que agem pelo capitalismo consciente estimulam intencionalmente uma cultura organizacional de confiança, empatia e autenticidade.


A ideia do capitalismo consciente foi criada já há algum tempo, mas foi amplamente divulgada pelo CEO e cofundador do Whole Foods Market, John Mackey.


Atualmente, o capitalismo consciente é um movimento mundial, sendo que a instituição responsável por sua disseminação cresce a passos largos desde a sua fundação em 2008 e possui representações (chapters) em aproximadamente trinta cidades americanas e em treze países do mundo.

É fato, que a teoria tem encontrado grande receptividade em diferentes culturas e modelos econômicos. Isso porque dialoga diretamente com a forma com que o indivíduo deseja viver e se relacionar com o seu trabalho.

O Capitalismo Consciente coloca no centro dos negócios o desenvolvimento do ser humano.


(Veja o TEDx de Du Migliano, sócio fundador da 99Jobs).


Resumidamente, esta filosofia consiste em colocar em evidência as potencialidades individuais de cada um. Além disso, pretende transformá-las em benefícios para todas as pessoas que interagem de alguma forma com a empresa.


A filosofia consiste, resumidamente, em colocar em evidência as potencialidades individuais de cada um e em transformá-las em benefícios para todos as pessoas que interagem de alguma forma com a organização. Empresas que oferecem condições para que seus colaboradores expressem suas aptidões terão os times com melhores performances.



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