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Startups com crescimento acelerado não podem esquecer seu propósito

Empreendimentos escaláveis e replicáveis já nascem com intuito de resolver problema da sociedade


Algumas startups crescem de maneira exponencial em um curto período. Esses negócios, que chegam a valer mais de US$ 1 bilhão antes de abrir ações para investidores na bolsa, recebem o nome de startups unicórnio, em alusão ao animal mitológico que não existe na natureza. No entanto, esses modelos de negócio inovadores não podem ver sua ascensão, muitas vezes descontrolada, atropelar o propósito de sua existência.



Startups, que já nascem com o intuito de resolver uma dor da sociedade, não podem esquecer seu propósito


O propósito de um negócio é a sua essência, razão de existir, é o local em que a empresa se coloca no mundo, estabelecendo conexões vigorosas dentro do ecossistema em que atua e gerando valor a todos os stakeholders envolvidos com sua operação ou que são impactados por ela. Os valores carregados pela startup são a base, o ponto de partida para as melhores estratégias para o negócio crescer e se manter sustentável.


“No caso de startup, que é uma organização muito nova, que atua em ambiente de alto risco e com um mercado de incertezas, ter um propósito facilita muito na tomada de decisão em vários aspectos, da gestão de pessoas à comunicação com os clientes”,

afirma Maria Brasil, que é autora de “O discurso do réu: o que o capitalismo consciente tem a dizer em sua defesa” (Editora Voo Pro, 2017)



Startups atuam com um modelo de negócio escalável, replicável e lucrativo. Um empreendimento escalável é aquele que consegue expandir seu mercado rapidamente sem aumentar os custos com mão-de-obra, estoque de produtos ou operação logística na mesma proporção. Replicável é a qualidade de ser capaz de reproduzir seu produto ou serviço em larga escala de maneira rápida e eficiente.


Negócios capazes de serem escaláveis e replicáveis se tornam lucrativos, gerando alto faturamento e atraindo investidores de capital de risco. Esse tipo de empresa investe em várias startups com a expectativa de que ao menos uma delas dê certo e compense o prejuízo acumulado com todas as outras.


Para isso, são necessários lucros vultuosos. No instante em que startups convencem empresas de private equity a fazerem grande aporte de capital para desenvolver o seu negócio, há o início da corrida do ouro, da busca incessante para expansão de seu modelo de negócio. É neste momento de crescimento acelerado no faturamento que startups precisam ficar atentas para não esquecerem os propósitos que nortearam a sua criação.


“Na fundação de startups é muito valorizado pelos investidores e pelos consumidores que ela nasça para resolver uma dor, um problema. Inclusive se analisarmos metodologias de desenvolvimento de startups e até de modelagem de negócios, começamos falando sobre essa dor. Quando a startup entende com clareza qual é a dor da sociedade que está querendo resolver, ela tem um propósito, algo que a direciona. Então, o propósito, literalmente, está no ponto de partida de startups”

analisa Maria (conheça clicando aqui) , que é especialista em gestão de marcas e palestrante da Spotlight.


No instante em que startups esquecem seus propósitos, começam a correr o risco de decadência. Ao fragilizar os laços com seus stakeholders, o modelo de negócio tem dificuldade de ser replicado. Sem conseguir estabelecer conexão emocional com os clientes, correm o risco de rapidamente serem abandonadas em favor de concorrentes. No mercado de startups, ser pioneiro em um modelo de negócio é uma grande vantagem. Mas ao se atentar apenas à busca do lucro incessante, startups correm o risco de desaparecer.

“O desafio da liderança é fazer com que esse propósito sempre esteja dentro do escopo do que está sendo buscado. As métricas não podem ser apenas financeiras e de resultados, mas também devem ser focadas no desenvolvimento humano, no quanto que aquela dor Inicial está sendo resolvida, no quanto que as pessoas estão satisfeitas e engajadas com aquela solução. Quando se tem um propósito claro, as métricas também vão estar claras. Basta seguir buscando por elas ao longo da trajetória e evitar deixá-las de lado”

aconselha a consultora.



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